segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Cartomante - Machado de Assis

Gabriel Lima, 1003
A história começa com dois personagens: Vilela e Camilo. Ambos eram grandes amigos.

“Certo dia, Vilela viajou para onde a história não revela e ficou por lá durante um bom tempo até ficar noivo com uma mulher chamada Rita.
Vilela, feliz com o seu noivado, ligou para Camilo, seu melhor amigo e contou o ocorrido. Camilo não entendeu direito, pois não via seu amigo há muito tempo, mas ficou feliz por ter se comunicado com seu amigo.
Vilela volta com Rita de sua viajem, e reencontra Camilo. Depois de um tempo, Rita e Camilo se conhecem melhor e tornam-se amigos.
Rita sentiu algo mais por Camilo e decidiu ir a uma cartomante para saber o que seria de seu futuro com relação a Camilo.
Certo dia, Rita e Camilo foram a uma peça de teatro. Ao final da peça, o público em massa vaiou a peça, ao contrário de Rita e Camilo que aplaudiram de pé. Após o ocorrido, Rita deu-lhe um beijo. Nesse momento, os sentimentos de Camilo se embaralharam. Ele estava com remorsos, feliz, nervoso... Tudo de uma vez só.

Passou-se um tempo e eles se acostumaram com essa relação escondida de Vilela e já não sentiam mais remorsos. Rita lhe conta sobre a cartomante no qual visitara e sobre a informação dela de que o futuro deles seria de amor.
Aí, eis que surge uma carta anônima que deixa Camilo desconcertado. Alguém havia descoberto a relação dos dois e decidiu infernizar a vida dele.
Camilo assustado com o acontecimento decidiu frear um pouco sua relação com Rita. Várias cartas anônimas vieram até que Camilo decidiu não ver mais Rita.
Vilela achou estranho que Camilo houvesse parado de visitá-lo e ligou querendo saber o que houve. Camilo, porém, se esquivou com uma desculpa esfarrapada.

Camilo recebeu uma carta de Vilela que o convocava para um encontro urgente entre eles. Essa carta causou pânico em Camilo. Ele temia que Vilela houvesse descoberto a tal relação e que ele provavelmente queria acertar as contas consigo. Ele por sua vez, tratou de entrar em um táxi em direção a casa de Vilela. As palavras que foram escritas por Vilela num tom de seriedade inigualável deixavam Camilo a pensar naquilo com o coração na mão.

Ele ficou engarrafado. E no ponto onde estava, avistou a casa da cartomante na mesma calçada em que estava. A idéia de entrar lá para saber o que o esperava na casa de Vilela o incomodava. Até que quando o engarrafamento já estava quase terminando, ele toma a decisão de entrar na casa da cartomante e pede para o taxista o esperar. Pois para ele, que mal há em querer saber o que o espera...

Ao entrar, a cartomante, que tinha sotaque espanhol, pôs a mesa várias cartas que Camilo não conseguia decifrar. Após ler as cartas, a cartomante conclui que o que o esperava era o amor. E que era para ele ficar tranqüilo, pois não aconteceria nada de mais. Aquilo funcionou para Camilo como um tranqüilizante instantâneo. Camilo deu a mulher R$ 100 que ficou muito contente, pois o programa custava apenas R$ 20.

Após retornar ao táxi, mais tranqüilo, ele pede para o motorista seguisse para a casa de Vilela o mais rápido possível. Chegando lá, Camilo se depara com a imagem de Rita esfaqueada e morta em cima do sofá e grita desesperadamente. Vilela, então, pega uma pistola e dá dois tiros em Camilo, que em seguida também morre.”
Wellington Willians, narrador da história, conclui que duvida de certas crenças místicas e religiosas como cartomancia, quiromancia, entre outros. E termina dizendo que esse tipo de coisa não passa de puro charlatanismo.

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